MASP / Serviço Educativo
2008 Ano Ibero-americano de Museus
Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil
Assessoria ao Professor: Professores no MASP
Programação especial de outubro e novembro:
Encontros com o Curador / Curso Breve: Transcendência e Formas de Subjetivação/
Professores no MASP / Curso Introdutório à História da Arte a partir da Coleção do MASP
Convite
Terça feira, dia 14 de outubro.
Das 15h30 às 17h00
Encontro com o Curador
Exposição: Mestres do Sho Contemporâneo: Caligrafia Artística Japonesa
Orientação: Sôko Ishikawa e Jôku Wakamatsu
80 vagas / Pequeno Auditório do MASP
Inscrições por e mail ( educativo@masp.art.br) até o dia 13 de outubro
Gratuito
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental / Médio, alunos e professores de caligrafia japonesa, pesquisadores e apreciadores da cultura japonesa.
Sábado, dia 18 de outubro.
Das 10h30 às 12h00
Professores no MASP: Olhar e ser Visto
Orientação: Christina Marx e Denis Molino
80 vagas /Pequeno Auditório do MASP
Inscrições por e mail ( educativo@masp.art.br) até o dia 16 de outubro
Gratuito
No período vespertino serão oferecidas Visitas Temáticas às 15h00, 16h00 e 17h30 à mostra Olhar e ser Visto sob orientação do Prof Denis Molino, co-curador da mostra.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental / Médio<
Terça Feira, dia 21 de outubro.
Das 15h00 às 17h00
Encontro com o Curador
PRESENTE E FUTURO DO SHO NO JAPÃO:
Orientação374vagas / Grande Auditório do MASP
Inscrições por e mail ( educativo@masp.art.br) até o dia 16 de outubro
Gratuito
A palestra será em japonês com intérprete em português.
Mestre Funamoto Houn é diretor da Mainichi Shodo Association, presidente da Associação de Artistas Shibun Sho (poemas em sho) do Japão e curador da Exposição Mestres do Sho Contemporâneo.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental / Médio, alunos e professores de caligrafia japonesa, pesquisadores e apreciadores da cultura japonesa.
Organização e colaboração: Mainichi Shimbum/Mainichi Shimbum Association/São Paulo Shimbum/Fundo Comemorativo do Centenário da Amizade Brasil-Japão/Shodo do Brasil/Shinkokai/Serviço Educativo do MASP.
Sábado, dia 01 de novembro.
Das 09h30 às 12h30 e 14h às 17h
Curso Breve
Orientação: Jurandir Freire Costa
Transcendência e Formas de Subjetivação
Organizado pelo CEP - Centro de Estudos Psicanalíticos.
60 vagas / Grande Auditório do MASP
Gratuito para os participantes do Curso Introdutório à Historia da Arte a partir da Coleção do MASP.
Inscrições por e mail ( educativo@masp.art.br) até o dia 28 de outubro
Jurandir Freire Costa - psiquiatra, psicanalista, professor titular do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e autor de (entre outros): "O Vestígio e a Aura: Corpo e Consumismo na Moral do Espetáculo" e "O risco de Cada Um - E Outros Ensaios de Psicanálise e Cultura", ed. Garamond.
Trata-se de analisar os fundamentos da relação do sujeito ao Outro, nas vertentes epistemológica, ontológica e psicológica.
A hipótese a ser investigada é a de que os indivíduos atuais, embora se refiram à ordem transcendente do Outro para se subjetivarem, não sabem como reconhecê-lo nas instâncias das autoridades tradicionais.
Esse duplo movimento, de apelo e desconhecimento daquele ou daquilo para quem se apela, converte-se em novos tipos de conflito psíquico e exigem outros tipos de intervenção analítica.
Sábado, dia 08 de novembro.
Das 11h00 às 13h00
Curso Introdutório à História da Arte a partir da Coleção do MASP
Orientação Professor Renato Brolezzi
374 vagas / Grande Auditório do MASP
Não há necessidade de inscrição prévia
Gratuito
O Grande Pinheiro, de CÉZANNE.
Publico alvo: Aula mensal dedicada a professores e educadores em geral visando divulgar a coleção do museu.
MESTRES DO Sho CONTEMPORÂNEO: CALIGRAFIA ARTÍSTICA JAPONESA
De 14 de outubro a 09 de novembro de 2008
MESTRES DO SHO CONTEMPORÂNEO EM SÃO PAULO
Após obter grande repercussão em metrópoles mundiais tais como Paris, Berlim e Nova York, a exposição internacional de caligrafia artística japonesa Mestres do Sho Contemporâneo, promovida pelo Jornal Mainichi, chega à cidade de São Paulo, por ocasião dos eventos comemorativos dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.
Passados 33 anos desde a sua última realização no MASP em 1975, a exposição agora é um evento de grande escala, reunindo 145 trabalhos dos maiores expoentes da caligrafia artística contemporânea japonesa, algo difícil de presenciar mesmo em eventos no Japão.
É uma rara oportunidade de contato com esta importante face da cultura japonesa.
INTRODUÇÃO
A caligrafia artística realizada com pincel é uma das artes mais respeitadas no Japão. Tem origem na China e possui uma tradição de mais de 3.000 anos.
Quando os japoneses adotaram a escrita chinesa, assumiram não apenas a representação gráfica da linguagem - os caracteres chineses (em japonês: kanji) - mas todo seu passado e tradição. De uma escrita que nas suas origens era usada para fins oraculares, inscrita em ossos e cascos de tartaruga, sofreu refinamento estético ao longo dos séculos, desenvolvendo-se em vários estilos e acompanhando as mudanças sociais, ao mesmo tempo em que os diversos materiais utilizados na sua produção foram aprimorados.
Por outro lado, foi principalmente depois da II Guerra Mundial que houve grandes mudanças no mundo da caligrafia japonesa, quando esta arte expandiu seus limites, tanto conceituais quanto na sua prática.
Foi um período muito rico dentro da caligrafia: ao lado de reinterpretações mais subjetivas de clássicos da caligrafia, surgiram outras formas de apresentação, como o ichiji'sho, que trabalha com poucos caracteres, e o kindaishibun'sho, com textos diferentes de poesias e documentos da caligrafia tradicional, mais ligados à poesia moderna. Os trabalhos artísticos também ganharam maiores dimensões e uma parte dos novos calígrafos chegou a experimentar outros materiais, diferentes dos tradicionais. E foi o zen'ei'sho, a vanguarda da caligrafia moderna, que levou ao extremo o significado do fazer caligrafia naquele período, chegando a trabalhos completamente abstratos, que partiam dos kanji, mas resultavam em formas que em nada lembravam as cotidianas. Esse novo olhar contrastava com a caligrafia tradicional praticada nessa época, levando a visões distintas de caligrafia, que foram representadas por duas exposições japonesas: uma foi formada em torno do segmento da caligrafia de caráter mais tradicionalista dentro da Exposição Nitten, sendo uma das mais respeitadas no território nipônico até hoje; outra, patrocinada pelo Jornal Mainichi, apresentou um perfil mais moderno, acolhendo os trabalhos de linha mais expressiva, inclusive alguns rejeitados pelo Nitten.
Com o tempo, surgiram outras exposições, mas a do Jornal Mainichi constitui hoje a principal exposição de caligrafia com tendência mais moderna, e muitos dos artistas que dela participaram, também exibiram trabalhos em exposições e bienais fora do Japão nas décadas de 50 e 60.
De fato, presenciar uma exposição como esta que é exibida no MASP possibilita uma visão diferente daquela a que as pessoas, em geral, costumam associar à caligrafia japonesa.
Sho e ShodÔ
No Brasil, os imigrantes trouxeram em sua bagagem materiais de caligrafia e a praticavam como uma forma de manter os vínculos com a cultura japonesa. O termo mais utilizado pelos imigrantes e seus descendentes, até hoje, é shodô. Shodô é formado por duas palavras, sho (escrita) e dô (caminho), sendo então "o caminho da escrita". É uma arte que, originalmente, faz parte do gueidô, "as artes do caminho", que tem na sua origem, uma conotação esotérica e espiritual. No entanto, no Japão, o termo shodô se distancia desse sentido e se refere muito mais à caligrafia japonesa mais "tradicional". Com o desenvolvimento da caligrafia japonesa moderna, os calígrafos japoneses pertencentes a essa corrente passaram a chamar a caligrafia artística que praticavam somente de sho, definida por alguns como "a arte da linha e do espaço".
ESTILOS DE CALIGRAFIA
Os primeiros traços dos caracteres chineses - em japonês, kanji - são as inscrições feitas em ossos e cascas de tartaruga (kôkotsubun), para fins adivinhatórios.
Em seguida, encontramos caracteres comumente inscritos no interior de vasos de bronze e em pedras, chamados de kinbun.
Os caracteres, posteriormente, começaram a ser utilizados para uma função mais prática: transcrever e transmitir fatos.
Em geral, são considerados cinco estilos básicos de caligrafia: tensho (escrita de selos), reisho (um desenvolvimento do tensho), sôsho (estilo cursivo derivado do reisho), kaisho (escrita regular) e gyôsho (escrita semi-cursiva, uma forma simplificada da escrita regular).
No Japão, com o surgimento do sistema fonético kana, houve a criação do estilo de caligrafia de mesmo nome, com características bem particulares, e inexistente na China.
Cada um desses estilos tem características próprias e técnicas de traçar específicas. O kaisho é uma forma de escrita de poucos movimentos, mais rígida e de formas precisas. O gyôsho e o sôsho são comumente comparados, no Ocidente, à escrita semi-cursiva e cursiva, respectivamente. O tensho, atualmente, é empregado nos carimbos, que equivalem à assinatura dos artistas, e é freqüentemente utilizado na caligrafia pelo seu aspecto pictográfico. O reisho, por sua vez, diferencia-se do tensho por seus traços ondulados e longos, sendo um estilo predominantemente horizontal.
MATERIAIS DA CALIGRAFIA
Os materiais de caligrafia são, tanto na China como no Japão, chamados de "Os quatro tesouros da caligrafia": a tinta (sumi), o papel (kami), o pincel (fude) e o recipiente de tinta (suzuri). A água constitui o elemento de ligação entre eles. Mais do que simples apetrechos, já que sua diversidade é enorme, são eles que auxiliam o calígrafo a dar materialidade às palavras e à sua subjetividade. O sumi, por exemplo, não é apenas preto, mas tem vários tons de cinza, inclusive alguns mais "quentes" ou mais "frios". A combinação dos materiais pode gerar efeitos como o kasure, que deixa "falhas" no papel, e o nijimi, em que se formam bordas ao redor da linha da caligrafia.
Apreciação do Sho
Um dos ensinamentos antigos da caligrafia chinesa, fazendo uma analogia com o corpo humano, diz que ela deve ter "osso, músculo e carne". Esse vocabulário ainda hoje faz parte do mundo da caligrafia, remetendo-nos a uma linha viva e ativa dentro do espaço do papel.
É importante lembrar também que a caligrafia valoriza o momento do fazer artístico. No traçado das suas linhas, não se admite o retoque. E é nesse movimento, único e sem volta, que ocorre a interação entre a linha e o espaço - podendo se diferenciar aquilo que é arte daquilo que é puro treinamento.
Em termos plásticos, linha e espaço são talvez os primeiros elementos a serem fruídos em uma obra de caligrafia: às vezes, a beleza se encontra nas linhas verticais que cortam o espaço, dando ritmo ao movimento das palavras; em outras, é no impacto de uma ou duas palavras que melhor vislumbramos como linha e espaço dialogam de forma mais intensa, viva e simbiótica. A força, a velocidade e a pressão do pincel; o movimento da linha e os diferentes materiais utilizados (tipo de papel e cor da tinta, por exemplo) são outros fatores que enriquecem a apreciação de uma obra de sho.
Por fim, os diversos formatos da caligrafia presentes na exposição "Mestres do Sho Contemporâneo em São Paulo" mostram a diversidade e as potencialidades dessa arte. Zen'ei'sho traz trabalhos mais ousados, tanto no uso de materiais não tradicionais, quanto no seu aspecto formal; kindaishibun'sho interpreta textos modernos; daiji'sho apresenta trabalhos de grande formato, com poucos caracteres; kanji mostra uma leitura moderna dos clássicos; kana traz trabalhos em grande formato; e, por fim, kokuji apresenta a caligrafia entalhada na madeira, freqüentemente inovando em texturas e cores.
Referências bibliográficas:
Kawatani, Ken. Shodô Shi Taikan. Tokyo: Ueno Shoten, 1981.
Fujiwara, Kakurai. Wakan Shodô Shi. Tokyo: Nigensha, 1986.
Flint Sato, Christine. Japanese Calligraphy: The Art of Line and Space. Osaka: Mitsuru Sakui, Kaifusha Co, 1999.
Nakamura, Fuyubi. Creating New Forms of "Visualised" Words: An Anthropological Study of Contemporary Japanese
Calligraphy. Tese de Doutorado.Oxford: University of Oxford, 2006.
Este texto foi preparado especialmente pelos organizadores da mostra em São Paulo, e está reproduzido no folder da exposição distribuído ao público.
MASP
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP, é um dos mais importantes da América Latina. Seu prédio, projetado por Lina Bo Bardi, na Avenida Paulista, é imponente, e facilmente reconhecido pelas pilastras vermelhas e por seu vão livre, constituindo-se um dos principais cartões-postais da cidade de São Paulo.
O museu abriga obras de importantes artistas de diversos períodos, como Botticceli, Rembrandt, Goya, Delacroix, Renoir, Manet, Monet, Cézanne, Degas, Van Gogh e Toulousse-Lautrec. A coleção das esculturas de Edgar Degas, de 73 peças, em bronze, é um dos destaques, e só pode ser comparada à vista em poucos museus como o Metropolitan, em Nova York, e o Museu D'Orsay, em Paris.
Além do acervo permanente, são organizadas exposições periódicas, espalhadas nos seus diversos andares, que vão desde a arte clássica à moderna e contemporânea, além de contar com mostras de fotografia, arquitetura e design.
PROGRAMA EDUCATIVO
Exposição Mestres do Sho Contemporâneo em São Paulo - Caligrafia Artística Japonesa
14 de outubro a 09 de novembro de 2008
Assessoria ao Professor: Professores no MASP
Sábado, dia 11 de outubro.
Exposição: Mestres do Sho Contemporâneo: Caligrafia Artística Japonesa
Encontro com Professores do Projeto Viva Japão
Secretaria de Estado da Educação SP
Orientação: Sôko Ishikawa, Jôku Wakamatsu, Hiroyuki Hino e Paulo Portella Filho
Terça feira, dia 14 de outubro.
Das 15h30 às 17h00
Encontro com o Curador
Exposição: Mestres do Sho Contemporâneo: Caligrafia Artística Japonesa
Orientação: Sôko Ishikawa e Jôku Wakamatsu
Sábado, dia 18 de outubro.
Das 10h30 às 12h00
Professores no MASP: Mestres do Sho Contemporâneo - Caligrafia Artística Japonesa
Orientação: Christina Marx e Denis Molino
Terça Feira, dia 21 de outubro.
Das 15h00 às 17h00
Encontro com o Curador
PRESENTE E FUTURO DO SHO NO JAPÃO:
Orientação Mestre Funamoto Houn
Por ocasião da Exposição: Mestres do Sho Contemporâneo: Caligrafia Artística Japonesa
374vagas / Grande Auditório do MASP
Inscrições por e mail ( educativo@masp.art.br) até o dia 16 de outubro
Gratuito
A palestra será em japonês com intérprete em português.
Mestre Funamoto Houn é diretor da Mainichi Shodo Association, presidente da Associação de Artistas Shibun Sho (poemas em sho) do Japão e curador da Exposição Mestres do Sho Contemporâneo.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental / Médio, alunos e professores de caligrafia japonesa, pesquisadores e apreciadores da cultura japonesa.
Organização e colaboração: Mainichi Shimbum/Mainichi Shimbum Association/São Paulo Shimbum/Fundo Comemorativo do Centenário da Amizade Brasil-Japão/Shodo do Brasil/Shinkokai/Serviço Educativo do MASP.
Projeto Viva Japão/Serviço Educativo do MASP
Visitas Orientadas à Exposição
Visitas com Ateliê Shodô
Shodô Ateliê
ATENÇÃO
Se for de seu interesse participar também desta nova programação escreva uma mensagem para o endereço educativo@masp.art.br comunicando sua adesão ao evento do seu interesse e aguarde uma confirmação que lhe será enviada.
Devido ao diferente número de vagas para cada atividade, as notificações, registradas eletronicamente, serão atendidas por ordem de chegada.
Professores/as e/ou responsáveis por grupos de toda natureza, interessados/as em agendar visitas às exposições do museu devem fazer contato com o setor de agendamento do MASP: agendamento@masp.art.br e/ou buscar informações específicas sobre a mostra no site do MASP - www.masp.art.br