MASP
MASP

O MODERNO NA COLEÇÃO ITAÚ VISITA O MASP

Com 135 obras representativas de artistas brasileiros como Di Cavalcanti, Candido Portinari, Guignard e outros mais recentes, Estratégias para Entrar e Sair da Modernidade: Arte no Brasil 1911-1980 na Coleção Itaú abre para o público em 28 de fevereiro. Extraída do acervo de 3.500 obras do Banco Itaú, exposição tem curadoria de Teixeira Coelho e museografia de Daniela Thomas

Depois de mostrar o contemporâneo na Coleção Itaú, em 2006, o curador Teixeira Coelho faz agora um novo recorte dessa Coleção com 135 obras produzidas no Brasil entre 1911 e 1980. A mostra, que o Masp apresenta ao público a partir do próximo dia 28, quinta-feira, traz 74 artistas, entre eles Lasar Segall, Cícero Dias, Rego Monteiro e outros. A exposição está organizada em oito temas: Moderno Clássico, As aparências simples das coisas, Compromissos com o local, Poesia e irrealismos, Abstrações (A partir da figura, A matriz geométrica, O informe) e, como coda, A arte depois do moderno. Estratégias para Entrar e Sair da Modernidade: Arte no Brasil 1911-1980 na Coleção Itaú é a primeira exposição de arte produzida no Brasil aberta este ano no Masp e fica em cartaz até 18 de maio.


Exposição O MODERNO NA COLEÇÃO ITAÚ VISITA O MASP
Realização MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Local MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Av. Paulista, 1578 - Cerqueira César - São Paulo - SP
Estacionamento Garagem Trianon - Pça. Alexandre Gusmão
Progress Park - Avenida Paulista, 1636
Abertura Abertura para convidados em 27 de fevereiro
Período De 28 de fevereiro a 18 de maio.
Horário terça-feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta-feira até 20h.
A bilheteria fecha com uma hora de antecedência.
Ingresso R$ 15 (inteira) e R$ 7,00 (estudante), gratuito para menores de 10 anos e maiores de 60 anos.
Dia Gratuito Todas as terças-feiras entrada gratuita até as 18:00 horas
Serviço Educativo Agendamento de grupos (escolas e outros) 2ª a 6ª das 9h00 às 17h00 - (11) 3283-2585
Ass. Imprensa Comunique Assessoria de Comunicação
Fones 11 3812 2780 / 3032 2424
Com Annete Morhy, cel 8777 3377
annete@comunique.srv.br



Fulvio Pennacchi - Soltando Balão, 1946


Francisco Rebolo - Paisagem, C. 1939


José Pancetti - Auto-Retrato, 1938

As obras foram dispostas, na museografia de Daniela Thomas, de modo a celebrar o diálogo artístico entre as diversas tendências ao longo do período. "Em arte, o tempo não é uma linha horizontal que segue sempre em frente, cada etapa posterior superando a anterior. A palavra-chave em arte é enquanto: enquanto este artista fazia isto, aquele fazia uma outra coisa; enquanto este adotava uma nova solução, aquele privilegiava a anterior", observa o curador. "É outra maneira de dizer que todos os modos da arte são contemporâneos, uns dos outros e da sensibilidade atual. Mais do que ilustrar períodos ou escolas, é esse movimento de fundo que a Coleção Itaú desenha", completa ele.

O público poderá apreciar, em um mesmo espaço, por exemplo, o irrealismo de Maria Martins ao lado do abstracionismo de Wega Nery e a renovação da gravura na obra de Maria Bonomi. Também integram a mostra gravadores gaúchos, entre os quais Bianchetti e Vasco Prado, que são exemplo claro do localismo, assim como as obras de Lívio Abramo e Clóvis Graciano. "O Moderno não é um, são vários. Todos somados, mais a reflexão sobre o conjunto, formam a Modernidade", comenta o curador.

O acervo do Banco Itaú é formado por cerca de 3.500 mil trabalhos - para a mostra foram selecionados aqueles que compõem o chamado período moderno da arte no Brasil - que são representantes de todos os movimentos da história da arte nacional, desde a era pré-colombiana. O Itaú Cultural realizou, em março de 2006, uma exposição comemorativa de seus 20 anos e promoveu o lançamento do livro homônimo Itaú Contemporâneo – Arte no Brasil 1981-2006 na Coleção Itaú, também com curadoria de Teixeira Coelho.

TEXTO DO CURADOR

ESTRATÉGIAS PARA ENTRAR E SAIR DA MODERNIDADE: Arte no Brasil 1911-1980 na Coleção Itaú

O Moderno não é um, são vários. Todos somados, mais a reflexão sobre o conjunto, formam a Modernidade. Os artistas do período não se alinharam todos numa mesma perspectiva. Alguns decidiram ingressar nessa Modernidade; outros, em algum momento, procuraram nela não entrar ou dela sair - ao mesmo tempo em que pretendiam com isso, em certos casos, ser mais modernos que os demais ou ser aqueles realmente modernos. Cada um definiu, para tanto, sua própria estratégia, na expressão que Nestor Canclini usou em Culturas híbridas para referir-se a um quadro cultural mais amplo da América Latina mas que não é dela apenas.

Esses intentos organizam-se aqui em cinco grupos, embora várias obras transitem por mais de um deles. Moderno Clássico comporta as que constituem o imaginário consagrado daquilo que, aqui, foi o Moderno. A aparência simples das coisas, aquelas que, mesmo sem voltar de todo a um período anterior, não entraram plenamente na Modernidade. Depois, Compromissos com o local reúne as obras que quiseram sair da primeira Modernidade indo adiante, num momento em que declinava, senão o impulso Moderno, pelo menos o do inicial Modernismo.

Em seguida (melhor dizer: paralelamente), Poesia e irrealismos contém as que assumiram, sempre na nova chave, ainda mais liberdade com o real e sua representação do que as anteriores. E Abstrações, em três modos, aponta para as estratégias finais da Modernidade em direção a uma outra coisa que surgiria na década de 60 e desaguaria na pós-modernidade, no contemporâneo do qual alguns casos se vêem numa coda à exposição a título de ilustração da passagem ocorrida.

Em arte, o tempo não é uma linha horizontal que segue sempre em frente, cada etapa posterior superando a anterior. A palavra-chave em arte é enquanto: enquanto este artista fazia isto, aquele fazia aquilo; enquanto este adotava uma nova solução, aquele privilegiava a mesma anterior. É outra maneira de dizer que todos os modos da arte são contemporâneos, uns dos outros e da sensibilidade atual. Mais do que ilustrar períodos ou escolas, é esse movimento de fundo que a Coleção Itaú desenha.

Teixeira Coelho

ESTRATÉGIAS PARA ENTRAR E SAIR DA MODERNIDADE: Arte no Brasil 1911-1980 na Coleção Itaú.

Mostra com 135 obras de 74 artistas brasileiros produzidas entre 1911 e 1980, todas integrantes da Coleção Itaú. Abertura para convidados em 27 de fevereiro (dia 28 para o público). Em cartaz até 18 de maio.

  • Diretoria  | 
  • Administração  | 
  • Fale conosco  | 
  • Mapa do site
  • © 2006 - MASP - Museu de Arte de São Paulo - Site produzido por REC