COLEÇÃO PIRELLI / MASP COMEMORA 15 ANOS, FORMANDO UM
ACERVO DE FOTOGRAFIAS PARA O MUSEU
Vernissage 15ª Edição: 22 de Novembro de 2006, às 19h
Exposição de 23 de Novembro de 2006 a 28 de Janeiro de 2007
A partir do dia 22 de novembro será aberta ao público a exposição Pirelli – MASP de fotografias, a Coleção Pirelli / Masp faz 15 anos, confirmando um modelo exemplar de atuação: por meio de um conselho independente, formado por nomes importantes da fotografia no Brasil, entre os quais Boris Kossoy, Thomas Farkas e Rubens Fernandes, é realizada anualmente uma seleção de obras compradas pela Pirelli e doadas ao Masp.
Com esta política consistente e de longo prazo, a empresa conseguiu montar para o museu, até agora, um acervo com cerca de 902 fotografias de 245 autores. O conjunto tem a virtude de reunir nomes consagrados, investir em talentos emergentes e também de resgatar fotógrafos brilhantes, ou ainda, obras raras de se encontrar. O resultado é uma coleção com diversidade temática, técnica e estética.
“Um acervo a servir de referência para estudos, uma coleção a ser exibida e compartilhada, uma memória a ser preservada”, escreve Boris Kossoy, do Conselho de Coleções. A mostra no Masp apresenta 65 obras, de 19 profissionais, adquiridas em 2006, e um recorte da coleção que versa a “Paisagem”, com 75 fotos.
Em 2006 integram a coleção Pirelli os seguintes fotógrafos: Luiz Eduardo Robinson Achutti, temas marcados pela dinâmica do movimento; Tiago Coelho, imagens captadas na tradição do documento social; Tadeu Vilani, no melhor estilo da tradição documentária e humanista; Flávio Cannalonga, a visa acontecendo no cenário amplo, aberto, como também, no restrito, intimista; Eneida Serrano, sensibilidade em captar a dignidade que emana de ambientes modestos; Rodrigo Albert, imagens como fragmentos íntimos; Salete Goldfinger, a essência das cidades através de situações inusitadas; Walter Carvalho, trabalho fotográfico com a experiência do cinema e da publicidade; Sioma Breitman, a luz e o drama da tradição dos salões, a se confrontar com os caminhos da geometria, elemento básico nas tentativas da estética moderna; Luciano Carneiro, o grande fotojornalista de “O Cruzeiro”, um dos mais importantes do seu tempo; Julio Cordeiro, as atrações do circo fora do picadeiro; Pablo Di Giulio, retrato de artistas, atores de sua criação; Ana Ottoni, olhar virtuoso na temática dos retratos; Luiz Carlos Felizardo, um dos mais profícuos mestres da paisagem natural no Brasil; Fernando Bueno, recupera o primitivo da natureza; Marcio Lima, imagens que se conectam pelos cortes inusitados e pelas cores obtidas em ambientes de fraca iluminação; Bel Pedrosa, imagens que sugerem breves seqüências, mas que não se esgotam numa possível tentativa linear; Alice Ramos, corpos que se chocam com os conceitos cristalizados pelos paradigmas do “belo” e pelas fórmulas da publicidade; e J. B. Scalco, a essência da disputa no futebol (morto precocemente).

